Retrato por Jose Luis Salguero

Em 2018 Dimitri Cervo realizará, ao piano solista, a Rapsódia Maracatu, junto a Orquestra de Sopros da UFRJ, com regência de Marcelo Jardim. Nesse concerto na Sala Cecília Meireles as obras Abertura Brasil 2012 e Abertura Rio 450 anos serão também apresentadas. A Orquestra Sinfônica Brasileira realizará em primeira audição a Abertura Brasil 2018, em concerto também a ser realizado na Sala CM. O BoCoCelli, grupo de cellos do Conservatório de Boston, dirigido por Rhonda Rider, apresentará Toro-Lobiana, em Boston e diversas cidades norte-americanas. Toro-Lobiana será também apresentada em Viena pelos Johannesgasse Solisten e Tilly Cernitori. A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre gravará a obra Canauê (Série Brasil 2000 n. 9) no seu CD dedicado a compositores brasileiros. O Duo Santoro estreará o Concerto para Dois Cellos e Cordas, com a SESI Camerata, em Vitória. Daniel Guedes regerá a Abertura Brasil 2012 em concertos com a Academia Jovem Concertante, no Rio de Janeiro e em Paquetá e o Trio Aquarius realizará o concerto “Krieger 90 – Cervo 50” na Cidade das Artes. A Dança Negra, para cello solo, será publicada pela Ovation Press nos EUA.

Cervo nasceu em Santa Maria (19/02/1968) e aos 14 anos apresentava ao piano as suas primeiras composições em público. Começou a destacar-se nacionalmente em 1995, quando Abertura e Toccata recebeu o 1º. prêmio no Concurso de Obras Orquestrais do XV Festival de Londrina e foi executada por cinco orquestras brasileiras. Sua discografia inclui dois CDs individuais, Toronubá e Série Brasil 2010, pelos quais recebeu três Prêmios Açorianos (melhor CD e compositor) além de obras registradas em CDs de diversos grupos e artistas.

Seus principais estudos musicais de piano, composição e regência se deram nas cidades de Porto Alegre, Siena, Salvador e Seattle. Graduou-se em piano na UFRGS (com Dirce Bauer Knijnik), e realizou os cursos de composição e de música para cinema (com Ennio Morricone), na Accademia Chigiana de Siena, Itália. De volta ao Brasil realizou diversos concertos com sua música de câmara e prosseguiu estudos de mestrado em Salvador. A vivência destes anos na Bahia e o contato com a música percussiva afro-brasileira influenciou a rítmica aditiva de sua música. Entre 1996 e 1998 viveu e estudou em Seattle, onde o seu contato com o Minimalismo norte-americano se aprofundou. A partir de 1997 começou a desenvolver uma estética pessoal, fundindo elementos da música brasileira com feições do Minimalismo. Nos 10 anos seguintes criou um conjunto de obras para diversas forças instrumentais, a Série Brasil 2000, que tem recebido diversas execuções no Brasil e no exterior. A partir de 2009 começou a desenvolver a Série Brasil 2010, um novo conjunto de obras para instrumentos solistas e orquestra de cordas, de câmara ou sinfônica, com estética hibridizada a partir de diversas influências.

Em Seattle assinou contrato com a freehand.com, tornando-se um dos pioneiros na publicação de partituras em formato digital na web. Nos EUA sua Pequena Suíte Brasileira recebeu o prêmio do júri e do público no V Aliénor Compositon Competition, tendo sido gravada e publicada. Em 2006 foi o compositor homenageado do 13º. Concurso de Piano do Conservatório de Ituiutaba (MG). Em 2008 estreou ao piano Uguabê, com a Orquestra de Câmara da ULBRA. Em maio de 2009 apresentou ao piano, com a Sinfônica de Sergipe, sua obra Toronubá, em Curitiba. Desta cidade a orquestra prosseguiu com sua turnê nacional, apresentando Toronubá com grande êxito nas principais salas de concerto brasileiras. Ainda em 2009 foi contemplado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística para o desenvolvimento das primeiras obras da Série Brasil 2010. No StudioClio regeu a estréia das duas primeiras dessa nova série, sendo o Concerto para Violão também apresentado na XVIII Bienal do RJ. Ainda em 2009 criou a trilha sonora do premiado curta-metragem Mapa-Múndi de Pedro Zimmerman.

Em 2010 apresentou ao piano, junto a Municipal de São Paulo, a versão para grande orquestra de Toronubá. Teve estreada Brasil Amazônico pela Sinfônica de Porto Alegre, execução que consumou a estreia da Série Brasil 2000 como um todo. Ainda em 2010 Toronubá e Toccata Amazônica foram apresentadas no 41º. Festival de Inverno de Campos do Jordão. Em 2011 somaram mais de 20 as programações de suas obras orquestrais, incluindo a apresentação de Brasil Amazônico na MIMO e um concerto com a Orquestra de Câmara do Amazonas, no qual participou ao piano como solista. Também regeu a estreia da Série Brasil 2010 n. 5 – Concerto para Flauta solo e 8 Violoncelos no XVII Rio International Cello Encounter junto ao UDI Cello Ensemble. Em 2012 teve estreada sua Abertura Brasil 2012 pela Orquestra Sinfônica Brasileira, em duas récitas lotadas no Theatro Municipal do RJ. Ainda em 2012 teve obras interpretadas pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Sinfônica da Bahia, Orquestra do Estado de Mato Grosso, Orquestra Jovem do Conservatório Brasileiro de Música, e a estreia da Série Brasil 2010 n. 6 – Concerto para Violino e Orquestra de Cordas por Emmanuele Baldini. Em 2013 regeu sua Abertura Brasil 2012 frente a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo e a Banda Municipal de Porto Alegre, seu Concerto para Violino e Cordas foi apresentado pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, e Pattapiana pela Sinfônica da UNICAMP.

Em 2014 teve sua obra orquestral e solista nas programações da Orquestra Petrobras Sinfônica (Abertura Rio 2014, obra comissionada), Orquestra Sinfônica de Córdoba, Orquestra da UNIRIO, e a apresentação do Concerto para Violino em Chicago. Em 2015 teve programações pela Orquestra Sinfônica Brasileira (Abertura Rio 450 Anos), Orquestra Petrobras Sinfônica (Concertante para Tímpanos e Orquestra), Orquestra Sinfônica de Heliópolis (Abertura Brasil 2012), além de obras pela Cia. Bachiana Brasileira, Orquestra Sinfônica Nacional e Muson Symphonic Orchestra. Regeu sua Abertura Rio 450 Anos em concertos com a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo. Destaca-se em 2015 a gravação de videoclipes de duas de suas obras para octeto de violoncelos pelo UDI Cello Ensemble.

Em 2016 recebeu, através da indicação do seu nome por 10 intérpretes brasileiros de notório saber, encomenda da FUNARTE para o desenvolvimento da Rapsódia Maracatu para piano e orquestram, obra a ser apresentada na XXII Bienal do RJ. Sua Abertura Rio 2014 foi representada pela Orquestra Petrobras Sinfônica, e a Série Brasil 2010 n. 9 – Suíte Concertante para Bandolim e Orquestra de Câmara, foi realizada em estreia pela Orquestra Sinfônica da PUC e o solista Elias Barboza, com regência de Marcio Buzatto. Em 2017 realizou, ao piano solista, a estreia da Rapsódia Maracatu para piano e orquestra, na XXII Bienal de Música Contemporânea do RJ. Ainda no RJ apresentou ao piano um recital camerístico, junto a destacados músicos do Rio de Janeiro, no Espaço Guiomar Novaes. Regeu sua obra Toronubá frente a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro e a Abertura Brasil 2012 foi realizada por diversas orquestras, como Sinfônica de Ribeirão Preto, Sinfônica da Paraíba e Sinfônica de Barra Mansa. A peça Cantiga, para dois violoncelos, foi lançada no novo CD do Duo Santoro “Paisagens Cariocas.”

Cervo tem atuado na regência e ao piano como intérprete de sua obra, e desde 2006 atua como docente no Departamento de Música do Instituto de Artes da UFRGS. Suas obras vem sendo apresentadas pelas principais orquestras brasileiras,  tais como Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Petrobras Sinfônica, Camerata Antiqua de Curitiba, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Orquestra Sinfônica de Sergipe, Sinfônica de Heliópolis, Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro,  Cia. Bachiana Brasileira, Orquestra Sinfônica Nacional, Orquestra de Câmara da ULBRA, Orquestra do Estado de Mato Grosso, Academia Jovem Concertante, Orquestra de la Universidad del Norte, Sinfônica da Paraíba, Municipal de São Paulo, UDI Cello Ensemble, e por grupos de percussão como John Boudler e Grupo PIAP, Grupo de Percussão da UFMT, Percussionistas de Câmara, Percusionistas de Buenos Aires, e Ney Rosauro e Miami Percussion Ensemble. Sua música orquestral e solista tem sido realizada sob a regência de Isaac Karabtchevsky, Daniel Guedes, Sammy Fuks, Guilherme Mannis, Wagner Polistchuk, Ricardo Rocha, Leandro Carvalho, Lee Mills, Tobias Volkmann, Roberto Duarte, Lutero Rodrigues, Diego Sánchez Haase, Marcelo Jardim, Antônio Borges Cunha, Walter-Michael Wollhardt, Tiago Flores, Luiz Carlos Durier, Andi Pereira, e por solistas como Duo Santoro, Cármelo de los Santos, Kayami Satomi, Tilly Cernitori, Olinda Allessandrini, Antonio Lauro Del Claro, James Strauss, Pedro Sá, Maurício Freire, Paulo Inda, Milene Aliverti e Catarina Domenici. Suas obras já foram apresentadas em todos os estados brasileiros e em diversos países como Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Costa Rica, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Áustria, Holanda, Grécia, Suíça, Noruega, Rússia, Bulgária, Sérvia, Israel, Vietnã, Cingapura e Nigéria.